Explore as piscinas naturais de Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e Maranhão

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Entre tantas belezas do Brasil, as piscinas naturais, sem dúvida, estão entre as mais apreciadas. Não há como não se encantar com a possibilidade de mergulhar em águas cristalinas, passar por corais e recifes intocáveis e vislumbrar uma fauna marinha exuberante.  De Norte a Sul do nosso país, temos inúmeras possibilidades de conhecer cenários deslumbrantes como este.

Mas para aproveitar cada segundo dessa aventura, existem algumas dicas preciosas. Uma das mais importantes é a tábua de marés. As piscinas só aparecem quando a maré está baixa. Segundo os especialistas, o ideal é que esteja até 0,3m. A tábua informa a hora em que este fenômeno acontece.  Como todo dia ocorrem mudanças na maré, é preciso consultá-la para saber período adequado para marcar o passeio.

É preciso também observar a fase lunar. As fases cheia e nova da lua são ideais, porque o recuo da água é bem significativo. Já na minguante e crescente, a diferença entre as marés é bem pequena, atrapalhando a formação das piscinas e tornando a visita bem menos proveitosa. A transparência das piscinas só acontece plenamente com sol alto. Portanto evite sair muito cedo, em dias nublados ou no meio da tarde. Fuja também de excursões pós-chuva, pois o mar fica mexido e turvo, o que dificulta a visibilidade. E sempre use um chinelo para não machucar o pé nos rochedos. Com tudo isso em mente, é só relaxar e curtir estar no rasinho, no meio do oceano, cercado de peixes coloridos e uma paisagem inebriante.

Selecionamos cinco desses lugares incríveis, que vale a pena conhecer.

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Porto de Galinhas (PE)

O nome deste refúgio pernambucano surgiu no século XIX, quando a localidade era um porto clandestino de venda de negros. Os escravos chegavam da África escondidos embaixo de engradados de galinhas e quando o navio atracava, a notícia se espalhava pela senha: “Tem galinha no porto”.

Hoje, é um dos pontos mais visitados do Nordeste. Jangadas partem da praia da vila e em dez minutos os turistas já estão rodeados de peixes e cavalos marinhos. Dá para chegar às piscinas a pé também, acompanhado por monitores da Prefeitura. A saída é feita no Posto do Praia Legal, da Prefeitura de Ipojuca, que fica na Praça do Relógio e dura em média 30 minutos.

Existem duas piscinas permitidas para os visitantes e só é obrigatório ficar na área delimitada por cordas. Há um controle sobre a quantidade de pessoas que podem e o tempo de permanência, em média 30 minutos.  Na alta temporada, ainda é exigido um selo para entrar no local. Apesar de gratuito, ele só é concedido após assistir um vídeo sobre a importância da preservação da natureza. Aviso importante: é proibido alimentar os peixes. Além de causar um desequilíbrio ambiental, tal atitude ainda pode ser considerada crime.

Maragogi (AL)

A aproximadamente 130km de Maceió, está Maragogi, famosa por suas piscinas naturais. Muito procurada pelos turistas, são elas: as Galés – a maior e mais conhecida, situada a quase 6 km do litoral -, Taocas e Barra Grande, mais ao norte. O transporte é feito por barcos, catamarãs ou lanchas rápidas. O trajeto dura cerca de 20 minutos. A permanência é de 1h30. Caso queira conhecer uma piscina específica, deixe isso claro ao contratar seu passeio. Toda área faz parte dos 120km de praias da Área de Preservação Ambiental Costa dos Corais, sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Criada em 1997, é a maior unidade de conservação marinha do Brasil.

Prefira flutuar sobre os corais, assim será possível ver todos os animais marinhos em seu habitat natural. Tente evitar movimentos bruscos, porque agitam a areia, turvam a água e reduzem a visibilidade.

Procure reservar o passeio com antecedência porque as visitas foram reguladas para controlar o fluxo de visitantes. As embarcações têm um limite de passageiros e os barcos se revezam na operação – há passeios todos os dias, mas não de todos os barcos. Então, planeje direitinho para não ficar de fora.

Taipu de Fora (BA)

Com cerca de 1,5km de extensão, as piscinas naturais de Taipu de Fora, localizadas na Península de Maraú, ainda são pouco exploradas pelos turistas. Esse paraíso, com areias claras, coqueiros e águas transparentes e mornas, é perfeito para mergulhar ou mesmo para tomar banho, pois a barreira de recifes de corais torna as ondas neste trecho muito mais suaves.

Assim que a maré começa a baixar, mesmo da praia já é possível ver o labirinto de corais que forma as piscinas. Neste caso, não é preciso qualquer embarcação para aproveitar a diversão. Basta entrar no mar no momento certo.

Não deixe de experimentar a deliciosa culinária local, carregada de dendê e sabores baianos, e conheça a charmosa e calma vila de pescadores. Destino perfeito para relaxar e se conectar com a natureza.

Maracajaú (RN)

Esta praia, situada na cidade de Maxaranguape, está a cerca de 58km de Natal. As piscinas naturais, chamadas de Parrachos de Maracajaú, ficam a 7 km da praia, uma viagem de cerca de 30 minutos nos catamarãs ou de lancha, aproximadamente 15 minutos. Rodeadas por um cordão com 13 km² de corais, as piscinas podem ter de um a três metros de profundidade.

O desembarque ocorre em uma plataforma flutuante de dois andares, onde todos podem se acomodar e guardar seus pertences. É do segundo andar que o turista tem uma vista de tirar o fôlego. Vistos de cima, a extensão dos parrachos combinada com a beleza natural do lugar é realmente impressionante.

Lençóis Maranhenses (MA)

Único destino de nossa seleção que não está no litoral brasileiro, os Lençóis Maranhenses revelam cenários tão deslumbrantes quanto os quase 8 mil quilômetros de praias do litoral brasileiro. O local é composto de uma imensidão de dunas de areias brancas, entremeadas por lagoas azuis cristalinas de águas pluviais. Algumas chegam a ter até 5 m de profundidade e 2 km de extensão. É esta paisagem majestosa que muitos denominam de deserto “molhado” brasileiro.

Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem uma área de 155 mil hectares – é maior do que a cidade de São Paulo. É dividido em Pequenos Lençóis e Grandes Lençóis. Os Pequenos ficam em direção ao Ceará e exibem uma areia mais amarelada e água mais escura, resultando um belo contraste de cores.  Já nos Grandes, que seguem para o Pará, as areias são branquíssimas e as águas podem ser azuis ou esverdeadas cristalinas, em tons suaves.  A melhor época para visitar a região é junho, julho, agosto e setembro, quando as lagoas estão com seu estoque máximo.

No roteiro inclua a Lagoa Azul com sua mistura de cores, entre o verde e o azul profundos; a Lagoa Bonita, que exibe águas tão cor de turquesa  quanto as do mar do Caribe;  a Lagoa da Betânia, considerada uma das mais bonitas da localidade por causa da sua variação de tonalidades; a Lagoa do Murici; a Lagoa da Esperança e a Lagoa dos Peixes, todas perenes; a Lagoa Verde, com águas de tons verde claro muito intensos, entre muitas outras.

Se quiser conhecer tudo isso de perto, reserve uns sete dias no Maranhão. Caso não tenha todo esse tempo, dois dias são suficientes para conhecer, pelo menos, as Lagoas Azul e Bonita. Mas lembre-se de sempre usar roupas leves, chapéu ou boné, óculos escuros, repelente e, claro, muito protetor solar.

Essa é uma pequena mostra do que você pode encontrar em cada um desses lugares.

Ficou na dúvida sobre qual escolher? Não hesite em conhecer todos. Você não vai se arrepender!

 

 

 

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