Pirenópolis: um tesouro em pleno Planalto Central

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POUSADAS E RESTAURANTES SOFISTICADOS FAZEM DA CIDADE GOIANA UM POLO DO TURISMO DE AVENTURA, CULTURA E BADALAÇÃO

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Pirenópolis chama atenção pelo seu conjunto arquitetônico – com casarões históricos, ruas de paralelepípedos e igrejas em estilo colonial – e pela beleza natural, com inúmeras cachoeiras, picos e mirantes. Ao passear pela cidade, o turista tem a sensação de contemplar uma vila do século XVIII. Mas não se iluda. Nos últimos anos, o município vem desabrochando e ganhando glamour, com pousadas espetaculares e bistrôs elegantes que atraem gourmets do mundo todo, mostrando todo o seu potencial como uma das mais interessantes rotas turísticas do Centro–Oeste.

Situada a 140 km de Brasília e a 130 km de Goiânia, a região atrai visitantes prontos para vivenciar um momento de tranquilidade, aventureiros à procura de adrenalina e também interessados na agitação cultural do local. Diversão é o que não falta. Durante o ano todo, a cidade recebe festivais culturais, shows e competições esportivas variadas. Este ano, você poderá conferir a 13ª edição do Grande Prêmio Goiás de Mountain Bike, o Festival Internacional de Cinema e Alimentação – Slow Filme, e a 9ª Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri), todos realizados em setembro.

Entre os principais pontos turísticos de Piri, como é carinhosamente chamada, estão a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, cuja construção teve início em 1728, considerada pelos goianos o maior centro da fé católica do país; o Teatro de Pirenópolis; os Museus das Cavalhadas e da Família Pompeu; as igrejas do Bonfim e do Carmo; a Casa de Câmara e Cadeia; as Ruas do Bonfim, Direita, Aurora e do Rosário; e as ruínas do garimpo de ouro três séculos atrás. Para os mais tranquilos, além dos banhos nas cachoeiras, não faltam atrações culturais como a Festa do Divino Espírito Santo – que começa 50 dias após a Páscoa – e a Cavalhada, uma encenação de origem portuguesa que representa a batalha entre cristãos e mouros, cujos preparativos começam 15 dias antes da Festa do Divino. Confira a programação dos eventos pelo site www.pirenopolis.tur.br.

Pirenópolis também conquistou o direito de ser reconhecida como um dos polos de gastronomia da região. Além da típica culinária goiana, que atiça o paladar com pratos como arroz com pequi, empadão goiano, pamonha, paçoca de pilão e uma grande variedade de doces em compota caseiros servidos nos estabelecimentos da terra, a cidade também conta com restaurantes mais sofisticados, que incluíram em seus cardápios elaborados ingredientes típicos como castanha de baru, guariroba e pequi. Na Rua do Rosário, apropriadamente chamada de Rua do Lazer, há uma concentração de barzinhos, bistrôs e restaurantes, quase todos com música ao vivo. Os preços variam um pouco, mas existem opções para todos os bolsos.

Quem curte atividades mais radicais tem a opção de desbravar as trilhas ecológicas da Serra dos Pirineus, que podem ser percorridas a pé ou de bike. Algumas, mais difíceis, podem durar até cinco dias, sempre acompanhadas de guias locais. Nas cachoeiras do Abade e do Rosário, pode-se fazer rapel. Também há rios onde se pratica rafting, canoagem e boia-cross. O Circuito de aventura no Santuário de Vida Silvestre Vagafogo, localizado aos pés do Morro do Frota, oferece atividades como arvorismo, rapel (em um Jatobá centenário), pêndulos (em um vão de 10m) e tirolesas com vistas panorâmicas. Vale ainda uma visita ao Parque Nacional dos Pirineus, reserva natural de 2.833 hectares com vegetação de cerrado, onde está o Pico dos Pireneus, maciço de 1.385m de altura, situado na divisa entre Cocalzinho de Goiás e Pirenópolis.

Dica: Não deixe de visitar a Fazenda Babilônia, um engenho do século XIX, tombado pelo IPHAN. Mais do que apenas conhecer o casarão, a capela dedicada a Santa’Ana e São Joaquim e o moinho, uma das grandes atrações é o café sertanejo. Nessa refeição, o visitante se delicia com iguarias típicas como sequilhos, bolos, broas, pão de queijo, geleias, pamonha frita, milho cozido, linguiça da fazenda, bolinho de carne, costelinha, requeijão quente e sucos naturais. Esse banquete é servido ao longo do dia, mas apenas no fim de semana.

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