Saiba o que é e confira dicas de como evitar o choque cultural

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Conhece alguém que estava animado para viajar, mas quando chegou ao destino teve um choque cultural que fez toda a experiência ir por água abaixo? Já passou por essa situação? Falando assim, parece algo que acontece uma vez perdida e com poucas pessoas, não é mesmo? Contudo, a verdade é que muita gente já encarou esse problema.

Tanto é que ele se tornou um verdadeiro receio de muitos viajantes, principalmente daqueles que preferem ou vão com mais frequência ao exterior. Pensando nisso, preparei este post para lhe deixar por dentro do assunto e explicar o que pode ser feito para você não ter que enfrentá-lo durante suas viagens. Acompanhe!

A definição de choque cultural

A definição de choque cultural é bem simples: ele representa a sensação de desconforto e a incapacidade de se adaptar a um local que está sendo visitado. Geralmente, ele ocorre em quatro etapas.

A primeira é marcada pela expectativa de viajar e desbravar novos lugares. A segunda, por sua vez, tem uma grande carga de estresse que afeta tanto o seu bem-estar físico quanto o seu bem-estar psicológico.

A terceira representa justamente o que é o choque cultural. Isto é, você não se sente à vontade no destino, fica bastante incomodado com os hábitos locais e os aspectos culturais da região, começa a desdenhar de todos os passeios que está fazendo e sente constantemente que não devia estar ali.

A partir daí entra a quarta etapa que é quando você só pensa em uma coisa: voltar para casa. Para se ter ideia do quão forte é essa vontade, muitas pessoas acabam remarcando a passagem de volta e cancelando a viagem no meio dela. Ou seja, é bastante sério! Abaixo, eu conto melhor quais são as causas desse problema e os sintomas dele.

Como ele ocorre

Ele ocorre principalmente por conta de duas coisas: a ansiedade e a desinformação. No primeiro caso, você quer tanto viajar e conhecer outros lugares que passa a viver em função disso. Daí dedica muito tempo a planejar roteiro, a ver fotos do local que vai visitar, a pensar em coisas para fazer e a esperar com muito anseio a data de embarque.

Tudo isso acaba descarregando muito cortisol no seu organismo, que é o hormônio do estresse. Em pouca quantidade, ele não é um problema. Mas quando há muito na sua corrente sanguínea — e por um longo período — ele o deixa mais irritado, com problemas de concentração, pode causar queda de cabelo, afetar o seu sistema imunológico e, inclusive, reduzir consideravelmente o seu pique para fazer as coisas.

Devido a isso, a sua chegada ao destino acaba sendo o oposto do que você planejou, pois o estresse e a irritação tomaram conta da sua mente e do seu corpo.

Já no segundo caso, o choque cultural acontece porque você viaja para um local — como aqueles mais remotos do outro lado do mundo — do qual sabe muito pouco. Ou seja, não está preparado para o que pode encontrar lá.

Como resultado, cada cenário diferente, pessoa que conhece e costume que descobre se torna uma surpresa (na maioria das vezes, desagradável) que provoca estresse e desencadeia as mesmas reações da primeira situação. Complicado, né?

Os principais sintomas

Além da ansiedade generalizada, da irritabilidade e do estresse que parecem não ter fim, há outros sintomas que costumam aparecem. Por exemplo, o cansaço físico, a fadiga mental, a sensação de medo (por vezes, irracional), as crises de choro, a insônia/sonolência intensa, a agressividade, o comportamento depressivo e a saudade constante da cidade natal.

É justamente por conta do emocional ficar tão abalado que muitas pessoas acabam com a imunidade baixa. Daí já viu: contraem doenças e a situação só se agrava, pois ficam com mais um motivo para reclamar e se chatear.

5 dicas para evitar o choque cultural

Agora que já expliquei o que é o choque cultural, como ele ocorre e os sintomas que a pessoa tem ao vivenciá-lo, você deve estar se perguntando sobre algo muito importante: como evitar que isso aconteça comigo? Por essa razão, não se preocupe! Reuni algumas dicas práticas e bastante eficientes para ajudá-lo nesse objetivo. Confira!

1. Pesquise sobre a cultura local

A primeira dica é bem simples: ao escolher (ou marcar uma viagem para) um destino, não dê bobeira e pesquise com antecedência sobre a cultura local — especialmente se você sabe pouco a respeito da cidade e/ou do país. Isso vai ajudá-lo a entender quais são as tradições, os costumes e as crenças da região e, consequentemente, a se familiarizar com elas. Além disso, cultura e história andam lado a lado.

Portanto, ao se informar sobre a cultura, você também aprenderá a respeito da história e saberá melhor como o lugar se tornou o que é hoje, porque determinados espaços são considerados pontos históricos, marcantes ou sagrados, quais hábitos e comportamentos são reforçados e mantidos ao longo das gerações e por aí vai.

2. Converse com quem já viajou para o destino

Não deixe de conversar com quem já visitou o destino que você planeja conhecer. Afinal de contas, essas pessoas vão lhe contar detalhes das experiências que tiveram, o que mais chamou a atenção delas na cidade, os aspectos positivos e negativos da região que elas perceberam e até possíveis situações estranhas, constrangedores ou engraçadas pelas quais passaram.

Tudo isso servirá para que você evite os mesmos erros, se prepare melhor para chegar ao local e se adapte com mais facilidade enquanto estiver nele. De quebra, ainda dá para conseguir boas indicações de cantos para se hospedar, espaços para provar comidas típicas, pontos turísticos que não podem deixar de ser vistos e vivências que nenhum visitante pode deixar de ter.

3. Aprenda expressões úteis no dia a dia

Uma terceira sugestão é estudar outra língua. No caso, aquela que é falada no destino. Porém, isso não significa que você precisa se tornar fluente no idioma, viu? A questão aqui é aprender palavras e expressões que sejam úteis no dia a dia da viagem para você se fazer entender, comprar coisas, obter informações e conseguir se locomover sem dificuldades.

Basta ter em mente que por mais que o inglês seja uma grande mão na roda, há muitos países onde a população sabe apenas o básico dele. Para completar, muitas nações da África, da Oceania e da Ásia têm mais de uma língua oficial e ainda contam com localidades que utilizam dialetos pouco divulgados ou explorados.

4. Mantenha uma postura otimista e tranquila

Por fim, mantenha uma postura otimista e tranquila quanto à viagem. Não a encare como um desafio ou um teste de sobrevivência. Longe disso! Veja como uma oportunidade de abrir a mente, aumentar a sua bagagem cultural e expandir os seus horizontes. Lembre-se que não é todo mundo que tem a chance de conhecer esse mundo e viver as milhares de experiências que ele possibilita. Por isso, aproveite cada segundo!

5. Pense em programas para reduzir a ansiedade

Caso você se sinta ansioso à medida que a data de embarque se aproxima, pense em programas para relaxar e colocar o estresse no banco de reserva. Por exemplo, se exercite regularmente, vá à academia, cultive plantas, vá ao parque regularmente, aprenda a meditar, pratique hobbies ou passe mais tempo com a família e os amigos. Todas essas atividades ajudam a deixar sua rotina mais leve e ainda aliviam o nervosismo.

Como foi mostrado ao longo do post, o choque cultural é algo comum e que atinge muitas pessoas. No entanto, dá para evitá-lo e garantir que a sua viagem seja positiva e bem aproveitada do início ao fim. Portanto, siga as sugestões e tenha uma ótima experiência, independentemente do seu local de destino!

Aproveite e compartilhe este post nas suas redes sociais. Assim, você ajuda outras pessoas a lidar melhor com o choque cultural e não sofrer por conta dele!

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